quinta-feira, março 15, 2007

MORA, dia! (anúncio)

Sabe o que é encontrar conforto no avesso do óbvio? A obviedade está no lar, com a rotina encortinada, a mãe amordaçada por TV e Rádio, julgando meus passeios pelo mundo um risco inegável. Experiências novas minhas parecem chocar um ovo maior que o mundo, só porque eu era calada e reclusa, hoje sou rebelde sem causa ou sem casa. Não, não, eu tenho casa. E prefiro até dizer que meu lar sou eu mesma. Eu sou um quarto mobiliado de discos, janelas, livros, alguma melancolia, paz de espírito e boas idéias. Mal sabem que o meu lado negro está iluminado com a porta da rua aberta, recebendo a realidade com a maior hospitalidade possível:

Voilà, seja bem-vinda!

Que tenho pressa de vida suada! Transpiração melhor do que a do gozo, a do correr, a do dançar não há. Querem barrar meu privilégio, só que nunca mais pensei no meu extermínio próprio, só às vezes no alheio. É aquele lance do toma-lá-dá-cá, colo até dou, porque não preciso. Nasci pra doar o melhor de mim, rio sem fim, sem começo, sem terceira margem, sem risco de afogamento de narciso que vem se vislumbrar em mim. (Risos)

Se quiser dividir apartamento comigo, entre em contato. Só não tenho salário fixo, mas tenho a idéia fixa de ir tecendo Artes, produzindo grafismos, elaborando cartas, atas, plantando sementes... Eu posso ser muito útil e urgente.
Diga um olá!

Um comentário:

A Voz Silente disse...

E como nos disse Trotsky: "A luta pela idéia na revolução da arte deve começar pela luta pela verdade inabalavel do artista a seu eu interior, sem ela não há arte, e em arte devesse ser autêntico."