
Esperei a luz do STAR poente
Deixei estar a LUA monstro
Em vez do silêncio
Com mente de silício
A NOITE nada em núpcias
Nula de nãos
É negação da náusea
O que há de mais atrativo que o azul, a não ser uma nuvem, na dócil claridade?
Por isso prefiro ao silêncio uma teoria qualquer e, mais ainda, a uma página branca um escrito quando passa por insignificante.
É todo meu exercício e meu suspiro higiênico.

Forte argumento.
O silêncio é bom para quem não se quer revelar ou fazer-se conhecer a contento, por si já se confessa e se diz sábio. Mas se omite. Orientais conhecem isso melhor; será que encontraram alguma verdade? Humildes não, orgulhosos, pois se preservam de tudo. Doam menos, menos dói. Quietos fiquemos, acidentalmente ocidentais. E aos macacos com mãos nos olhos da boca, dê ouvidos.