sábado, abril 17, 2010

Reza a lenda.

Olhos de vampiro que ninguém vê. Todos dormem mentindo na dor. O que é morrer? Quem se conta sem medos é feito pescoço exposto com marcas de dente. Caninos que ladram, janelas semi-cerradas aos uivos de vento. Há muita coragem que amarela na madrugada. Os acordados mantém o acordo de transparecer. Imagem no espelho draculando toda mácula. Tenho escuro, não acordo cedo. Dispo a lua das nuvens num sopro. E enfim, assopro feridas na jugular do entardecer.

Um comentário:

Paola Benevides disse...

A matriz do romance é o indivíduo em sua solidão, o homem que não pode mais falar exemplarmente sobre as suas preocupações, a quem ninguém pode dar conselhos, e que não sabe dar conselhos a ninguém. (BENJAMIN, 1994, p.54)