sexta-feira, janeiro 30, 2009

Cala, frio!

Voa, vai brincar com teu azul profundo, que eu vou ver o passarinho verde lá da esquina. Sim, porque enquanto estiveres preso no quarto da melancolia, vou permanecer exposta no quadro da rua, vendo lua e estrela até o alvorecer do dia! Nem adianta falar, mesmo em boca calada tu me repudia. Tuas cinzas descoraram minha inocência num sopro de céu nublado, agora meu ventre chora. Fumaste toda a tormenta embora, baforou no meu rosto em afronta da janela o teu eu molhado. Agora treme na base por medo de estar sozinho. Pinto um moínho de vento, o teu retrato. Lembrança do que já mais não existe. Não existiu, jamais sonhado. Quando eu não quero, eu mato. Capino, entrego tua horta à chuva ácida, deixo brotar em um ano todo o breu do anonimato que por trás traz escrito frio: - aqui Jaz.

Um comentário:

Exuberantemente Desprezível! disse...

Voa, voa minha liberdade
Entra se eu servir como morada
Deixa eu voar na sua altura
Agarrado na cintura
Da eterna namorada

Voa feito um sonho desvairado
Desses que a gente sonha acordado
Voa, coração esvoaçante
Feito um pássaro gigante
Contra os ventos do pecado

Voa nas manhãs ensolaradas
Entra, faz verdade esta ilusão

Voa no estalo do meu grito
Quero ser teu infinito
Neste azul sem dimensão
Voa...